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Áreas de atrito

Postado por FLAONZE sábado, 15 de agosto de 2009 1 comentários


Bolhas e assaduras podem ser um problema para atletas durante a corrida. Saiba como prevenir esses incômodos e evitar que eles atrapalhem o desempenho em um treino ou prova


Por Cesar Candido dos Santos

“Sem dor, sem ganho”. Esta frase costuma servir de motivação para atletas profissionais e amadores em muitos momentos difíceis. Mas isto não significa que é preciso sofrer para praticar um esporte, e saber como acabar com alguns incômodos pode fazer o exercício se tornar uma atividade muito mais prazerosa.

Na corrida, é muito comum os atletas se depararem com assaduras ou bolhas causadas pelo atrito entre algumas partes do corpo ou com o vestuário. Elas podem atrapalhar o desempenho ou até mesmo obrigar o corredor a interromper uma prova.

“Uma assadura ou bolha pode se tornar algo muito desconfortável e comprometer todo um treino ou uma competição. Quem costuma sofrer com isso, precisa tomar alguns cuidados”, alerta Adriano Bastos, atleta profissional e diretor técnico da Adriano Bastos Treinamento Esportivo.

Estes incômodos costumam surgir na parte interna da coxa, na região da virilha, debaixo das axilas, entre os dedos dos pés, nos calcanhares, nos mamilos ou no pescoço, e, muitas vezes, o uso de vestimentas adequadas é o suficiente para evitá-los.

“Usar uma bermuda de lycra debaixo do calção é o caminho mais adequado para evitar assaduras na parte interna das coxas, pois o tecido mais liso minimiza o atrito. Esparadrapos entre os dedos do pé também ajudam a proteger e não ter o contato com a pele”, aconselha Bastos.

“A vestimenta apropriada ajuda a poupar o corredor de certos problemas. Uma meia justa, específica para corrida, minimiza o deslocamento do tecido e é mais difícil provocar bolhas nos calcanhares. O atleta também pode usar um esparadrapo ou band-aid nos mamilos para evitar o contato com o tecido da camiseta”, orienta Luiz Fernando Bernardi, diretor técnico da Find Yourself.

O uso de vaselina nas regiões de atrito também costuma ser uma saída adotada por muitos atletas, mas ela pode perder a sua eficiência em treinos ou provas mais longas.

“Além de ficar uma meleca, a vaselina sai com o tempo e as assaduras podem surgir do mesmo jeito”, diz Bastos. “Se atividade for mais longa, o corredor vai precisar repassar a vaselina para continuar protegido”, completa Bernardi.

Autoconhecimento
Escolher qual método utilizar para evitar bolhas e assaduras é uma escolha pessoal e, quase sempre, o corredor precisa “sofrer” com o incômodo para então preveni-lo.

“Pelo próprio histórico esportivo, a pessoa já deve ter uma atitude de prevenção, e ficar atento aos locais do corpo que precisam ser protegidos”, afirma Bernardi. “Não dá para ir ás escuras. Enrolar todo o pé com esparadrapo ou tomar um banho de vaselina. Isto pode até gerar um novo incômodo. É preciso ter sofrido com algo antes, pois geralmente é sempre no mesmo lugar que vai aparecer o problema”, diz Bastos.


O calendário está repleto de disputas deste tipo no segundo semestre do ano. Veja dicas para que tudo ocorra bem com sua equipe


Foto: Leo Sanches/ divulgação (ASRD)*
Por Cesar Candido dos Santos

Por mais que se treine em grupos ou participe de provas com milhares de inscritos, a corrida é, em sua essência, um esporte individual. Porém, uma forma de tornar este esporte menos “solitário” são as provas de revezamento, que crescem cada vez mais no Brasil e atraem não só aqueles que correm diariamente e buscam performance, mas também pessoas que estão apenas começando a calçar o tênis para praticar a atividade.

“Provas de revezamento costumam reunir atletas de todos os tipos. Existem as equipes que buscam desempenho e correm por uma boa classificação, e também aquele que vão sem tanta responsabilidade com o tempo, mais para participar da festa”, diz Emerson Bisan, diretor técnico da Nova Equipe Assessoria Esportiva.

Escolher bem os participantes da equipe é o primeiro passo para que tudo saia bem. Os que pensam em correr por resultados devem procurar formar um grupo com nível de treinamento parecido. Já os outros podem fazer uma mescla entre os experientes e os novatos. Além disso, o ideal é sempre ter no time pessoas de confiança, pois, se um atleta faltar no dia da prova, a estrutura do revezamento será comprometida.

“O compromisso é o mais importante. É melhor ter uma pessoa devagar na equipe que com certeza vai estar lá no dia da prova do que um atleta rápido que pode furar. Toda a equipe se programa para fazer uma distância ou cumprir determinados trechos e, se um falta, compromete todo grupo”, afirma Bisan.

Também é fundamental conversar com todos os integrantes do grupo alguns dias antes da prova, para definir quem ficará responsável pela retirada do kit e dos chips de cronometragem, como será a ordem do revezamento e combinar um ponto de encontro no local do evento também.

“Um encontro entre os membros da equipe para definir alguns detalhes é importante. Isso pode ser feito em um jantar de massas no dia antes da corrida ou em um treino para reconhecer o percurso”, aconselha o treinador da Nova Equipe.

A ordem
O percurso da corrida costuma ter papel fundamental na hora de definir a sequência do revezamento. Se a prova for realizada em trechos iguais, o mais indicado é que os atletas menos experientes sejam os primeiros a correr, pois, se eles ficarem para o final, podem ter mais dificuldades com o aumento da temperatura. Já em disputas que possuem trechos com altimetria e percursos diferentes, o mais indicado é cada corredor optar pela parte mais adequada ao seu nível técnico.

“A ordem do revezamento depende muito da prova. Se é uma corrida com um número muito grande de participantes e um ponto de troca confuso, é melhor os atletas mais experientes saírem primeiro, pois eles estão mais acostumados com o tumulto da largada e tudo mais”, explica Alexandre Salício, diretor técnico da Cronos Assessoria Esportiva. “Nas provas mais tranquilas, os experientes podem ficar para a parte final, para os mais novos não sofrerem com o calor ou a ansiedade da espera”, completa Salício.

Na hora do revezamento, é recomendado que a próxima pessoa a correr vá para o local da troca com certa antecedência, e, ao ver seu companheiro de equipe, faça algum sinal para que ele também o veja. Assim, a mudança será mais rápida.

“Dependendo do perfil da prova ou do atleta, é recomendado chegar uns 20 ou 30 minutos antes ao local de troca. Sempre recomendo aos atletas ficaram nas extremidades do ponto de troca (no começo ou no fim), para evitarem o tumulto”, diz Salício. “Se o atleta que está correndo não encontrar seu companheiro, o melhor que tem a fazer é parar e levantar o braço. É pior se ele ficar procurando a outra pessoa, pois pode haver um desencontro”, completa o treinador da Cronos.



Dicas e planilhas para você fazer seu treinamento indoor e participar de provas de 5 km e 10 km


Por Fausto Fagioli Fonseca

É inegável, parte do crescimento da corrida no Brasil e no mundo passa também pelo grande número de frequentadores de academias, que têm à disposição as esteiras, que servem como substitutas das ruas para os treinamentos do esporte.

Porém, algumas diferenças podem ser percebidas pelo corredor entre os dois tipos de pisos, como explica Emilío Sinobolli, treinador de corridas da academia Ecofit. “A principal diferença entre as duas formas de correr é o impacto, que na esteira costuma ser reduzido pelos avançados sistemas de amortecimento. Já a corrida na rua, em solo duro, estima-se impor as articulações do quadril, joelho e tornozelo até três vezes o peso corporal do atleta”, diz o treinador, que completa.

“As maiores mudanças que o corredor poderá enfrentar no dia da prova, se não estiver acostumado à rua, será o controle sobre a velocidade, já que a esteira a mantém constante durante o treino. Aspectos climáticos, como vento forte, sol, chuva, frio e declives, são obstáculos naturais que vez ou outra vão aparecer, e fazem parte das corridas de pedestres”.

Intercale seu treino
O treinamento na esteira pode ser completo, e nada impede que um atleta que dê suas passadas na máquina participe de provas. Além disso, os benefícios do treino indoor são grandes, como explica Jefferson Diniz, coordenador técnico da Monday Academia.

“Primeiro, sempre orientamos o aluno a colocar uma inclinação na esteira, para que simule melhor o asfalto. Essa inclinação pode ser de até meio por cento que já dá um efeito diferente”, fala Diniz. “Além disso, se o treinamento for feito na academia, o corredor tem ajuda de um professor, que pode orientá-lo melhor e descobrir suas reais necessidades”, completa.

“Correr na esteira exige pequenos saltos, diferente da corrida na rua, em que o atleta empurra o chão para trás, deslocando-se para frente. Por isso, o treino na rua serve também para compensar o menor esforço do proporcionado ao se correr na máquina”, afirma Sinobolli.

Para Diniz, com a alternância dos locais, o corredor absorve melhor o benefício de cada treinamento. “Alternar a corrida nas pistas e na esteira pode ser uma opção mais correta, já que o atleta poderá tirar proveito de todas as vantagens da corrida indoor, e estar preparado aos desafios naturais da corrida outdoor, além de correr menos riscos de lesão”.

Vantagens
Para Sinobolli, fazer os treinamentos na esteira tem algumas vantagens:

Segurança – “Correr despreocupado com o trânsito, poluição, violência urbana, irregularidades do percurso”.

Controle – “Fácil controle dos parâmetros da corrida ( tempo, distância, velocidade, frequência cardíaca, porcentagem da inclinação). Outro importante ponto é a possibilidade de correr de frente ou ao lado de um espelho e assim corrigir e melhorar sua postura e técnica da corrida”.

Comodidade – “Pode ser feito de frente para a tv, isento de chuva, calor ou vento excessivo, ruas ou calçadas irregulares, e próximo aos banheiros, são fatores decisivos no momento da escolha”.

Proteção e Reabilitação – “Correr na esteira pode reduzir até 30% de impacto em comparação à rua, menos chances de lesões como entorse, pequenas fraturas etc”.

Planilha
Veja as planilhas de 5 km e 10 km elaboradas pelo treinador Emilío Sinobolli, da academia Ecofit, para você incrementar seu treinamento na esteira e chegar preparado nas provas.

Planilha de 5 km

DiaSegTerQuaQuiSexSabDom
1ª Sem25´LEMusc25´LEMuscOFF40´LEOFF
2ª Sem10´LE
10´MO
5´LE
Musc30´LEMuscOFF45´LEOFF
3ª Sem10´LE
10´MO
10´LE
Musc35´LEMuscOFF2x (10´LE/
10´MO)
OFF
4ª Sem30´LEMusc10´LE
4x (3´FO/2´i)
5´ML)
MuscOFF2x (10´LE/
10´MO)
OFF
5ª Sem20´LEMusc10´LE
10´MO
10´LE
MuscOFF30´LEOFF
6ª Sem30´LEMusc15´LE
6x (400m FO/
i = 1´30´´)
Musc35´LE10´LE
20´MO
10´LE
OFF
7ª Sem10´LE
4x (3´FO/
2´i)
5´ML
Musc15´LE
8x (400m FO/
1´30´´)
Musc35´ML10´LE
25´MO
5´ML
OFF
8ª Sem35´LEMusc15´LE
10x (400m FO/
i = 1´30´´)
Musc25´MLOFFProva
5 km

:: Legenda
Intensidade e freqüência cardíaca
ML = Ritmo Muito Leve (60% e 70%)
LE = Ritmo leve (65% a 75% FC Máx)
MO = Ritmo moderado (75% a 85% FC Máx)
FO = Ritmo forte (85% a 95%FC Máx)
(´)= duração do intervalo em minutos
i = intervalo

Planilha de 10 km

DiaSegTerQuaQuiSexSabDom
1ª Sem35´LEMusc40´LEMusc30´ML45´MLOFF
2ª Sem10´ML
15´MO
10´ML
Musc40´LEMusc4x (4´MO/
1´FO)
50´MLOFF
3ª Sem10´ML
20´MO
10´ML
Musc30´LE
4x (4´MO/
1´FO)
Musc30´ML60´MLOFF
4ª Sem15´LE
10´MO
10´FO
Musc10´LE
10´LE
6x (600m/
i = 2´)
Musc30´ML70´MLOFF
5ª Sem40´LEMusc40´LE
4x (4´MO/
1´FO)
MuscOFF15`LE
15´MO
15´FO
OFF
6ª Sem10´LE
8x (600m/
i = 2´)
Musc40´LE
4x (3´MO/
2´FO)
Musc40´LE2x (15´MO/
10´FO)
OFF
7ª Sem10´LE
15´LE
8x (600m/
i= 2´)
Musc40´LEMusc15´ML
4x (1 km FO)
OFF60´LE
8ª Sem30´MLMusc15´LE
10´MO
10´FO
Musc30´MLOFFProva
10 km

:: Legenda
Intensidade e freqüência cardíaca
ML = Ritmo Muito Leve (60% e 70%)
LE = Ritmo leve (65% a 75% FC Máx)
MO = Ritmo moderado (75% a 85% FC Máx)
FO = Ritmo forte (85% a 95%FC Máx)
(´)= duração do intervalo em minutos
i = intervalo

Treinos noturnos

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Saiba as vantagens, desvantagens e os cuidados que é preciso ter para correr à noite


Foto: O2 imagens
Por Fausto Fagioli Fonseca

Apesar de a grande maioria das provas serem realizadas no período matutino, não são poucos os corredores que optam por fazer seus treinamentos durante a noite, quando o sol já não incomoda e as ruas estão mais tranquilas.

Além disso, este é o horário que grande parte dos corredores amadores têm para prática do esporte, depois de um dia cansativo de trabalho. Porém, quem escolhe a companhia do luar para dar suas passadas pode sentir algumas diferenças no momento da prova, como explica Ronaldo Martinelli, diretor técnico da 5 Ways Sports Consulting.

“A maioria dos corredores que treinam comigo escolhem este horário da noite. Vejo como problema no dia das provas, que normalmente são de manhã. Principalmente pela questão do hábito, já que muitos, por exemplo, não conseguem se alimentar bem logo cedo, e isso pode gerar algum desconforto. Por isso, sempre fazemos também pelo menos um treino por semana aos sábados de manhã, para ajudar na adaptação”.

“Nunca aconteceu de alguém passar mal somente por causa do treinamento noturno na hora das provas matutinas, mas é legal que o corredor faça alguns treinos no mesmo horário da prova, para adaptar o corpo mesmo, e não ser pego de surpresa no dia da corrida”, completa Daiana Priscila Voigt Gamboa, treinadora da assessoria esportiva BK Sports.

Chame atenção
Uma das preocupações de quem corre à noite é quanto ao risco de não ser visto pelos motoristas, principalmente em vias que o fluxo de carros é grande. Para Daiana, usar roupas chamativas pode ajudar.

“Existem roupas feitas com tecido refletivo, desenvolvidas realmente com este intuito de chamar a atenção em locais mais escuros. Correr contra o fluxo também é mais indicado, porque, se o motorista não ver o corredor, pelo menos ele vê o carro”, diz a treinadora, que completa. “Além disso, é bom que o atleta escolha locais que já conheça, para evitar os buracos e outros obstáculos comuns nas vias, causadores de muitas lesões”.

Aquecimento
Durante a noite, a temperatura tende a diminuir um pouco, principalmente durante o inverno. Por isso, o processo de preparação dos músculos para o treinamento mais puxado deve ser feito com ainda mais atenção, como explica Martinelli.

“Como estamos em uma época de temperaturas mais frias, é importante que o corredor dê um foco maior no aquecimento antes do treinamento. Um trote de 10 a 15 minutos serve para deixar o corpo mais preparado para o esforço que está por vir”.

Alimentação
A última refeição mais completa que o corredor costuma ter antes dos treinamentos noturno é o almoço. Por isso, fazer um lanche no período da tarde pode ajudar a manter o corpo preparado.

“Vou usar uma frase um pouco batida, mas que serve perfeitamente. Saco vazio não para em pé. Sempre aconselhamos quem pratica o esporte a comer a cada três horas, para manter o organismo em funcionamento. Porém, esse lanche não pode ser algo muito pesado antes dos treinamentos, para que o atleta não venha a passar mal”, aconselha Daiana.

“Um erro que o corredor nunca deve cometer é correr em jejum. As frutas são boa opção, e alimentos que contenham carboidrato também são importantes, já que dão a energia necessária para a prática do esporte”, completa Martinelli.


Prova realizada em São Paulo reúne cerca de seis mil corredores na região do Parque do Ibirapuera


Cerca de 6 mil pessoas participaram neste domingo, dia 09 de agosto, da Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer). A prova foi realizada em São Paulo, e contou com um percurso de 5 km, com largada em frente à Assembléia Legislativa, no Ibirapuera.

O evento faz parte da campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda”, e busca mobilizar a população e promover a conscientização sobre os cuidados com a saúde da mulher e a detenção precoce da doença.

A corrida também contou com a participação dos atletas de Elite. Na disputa masculina, o mais rápido foi Francisco Barbosa dos Santos, que cruzou a linha de chegada. Ele teve ao seu lado no pódio Rafael dos Santos (17min12s) e Leandro Prates de Oliveira (17min16s).

Entre as mulheres, a primeira colocação ficou com Simone Alves da Silva, que completou os 5 km em 19min26s. Andrea Celeste Benit acabou em segundo lugar (19min44s) e Beatriz Nascimento terminou em terceira (20min41s).

Como baixar o tempo

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“Participo de provas de no máximo 10 km e treino 45min a cada dois dias. Devoo fazer intervalado para diminuir o tempo nas corridas?”, Leonardo Aranha

Olá Leonardo,
Para baixar seu tempo nos 10 km ou em qualquer outra distância, em primeiro lugar, é preciso identificar o que está impedindo você de correr mais rápido. Os fatores mais comuns são inconstância nos treinos, falta de planejamento, excesso de peso, falta de força ou de velocidade.

Parece-me que você não segue um planejamento, não é mesmo? Os intervalados ajudam a ganhar velocidade e elevar seu VO2 Máx (capacidade de captar oxigênio), mas precisam ser adequados ao seu perfil. Primeiro, certifique-se de que está tudo bem nos outros aspectos e principalmente que você esteja sem sobrepeso, ok?

Consulte também esta matéria com dicas para baixar seu tempo e correr mais rápido.

Bons treinos!
Luciane Macias


O médico Fábio Alves torres tira as dúvidas do leitor sobre frequência cardíaca

Dúvida enviada por Marcelo Terraza

Olá, gostaria de saber o seguinte, voltei a correr em dezembro de 2008 e estou
adorando, estou com 48 anos e comprei frequencímetro (Garmin
Forerunner 305) e estou treinando no Parque em Brasília.

Tenho uma dúvida sobre algumas coisas, por exemplo, minha frequência
Max é de 172 BPM e sendo assim, 75% dela fica em 129 BPM. Quando faço
treinos baseados nas tabelas das revistas fico achando esse valor
muito baixo, não sinto muito o esforço, é isso mesmo ou posso apertar
o passo um pouco mais, chegando a 85% (146 BPM), pois inclusive nessa
zona alvo ainda fico confortável.

Que tipo de médico eu devo procurar para fazer os testes e quais
testes eu tenho q fazer?

Obrigado e Abraços,

Resposta

Prezado Marcelo
Sua dúvida é muito frequente entre corredores amadores e não raro se observa
frequências cardíacas dos limiares anaeróbicos maiores do aquelas estimadas
em 60 a 85 % da FC máxima pela fórmula de Karnoven (220-idade). Se sua
ventilação está tranquila em 146 BPM, provavelmente seu limiar anaeróbico 2
ou ponto de compensação ventilatória, que seria próximo de seu limite para
um treino bastante forçado, deve estar acima deste patamar.

Na verdade, o ideal seria realizar uma avaliação médica e uma ergoespirometria, que conseguirá definir com precisão seu limiar 1, onde realmente inicia seu
treino e sua respectiva FC, e o limiar 2, também com determinada FC, mais
próxima da FC máxima, onde seu limite é atingido.

Um grande abraço e boas corridas.

Dr. Fábio Alves Torres

MASSA CORPORAL

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